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História do Grupo Tuidara

Conheça melhor nosso grupo e veja como tudo começou ...

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História do Grupo Tuidara 2017-04-04T19:42:57+00:00

COMO TUDO COMEÇOU!

O Grupo Escoteiro Tuidara – Osasco 30/SP iniciou sua operação em 13 de Outubro de 1990 no Colégio Albert Einstein, Vila Campesina, Osasco e teve sua primeira promessa por membro juvenil realizada aos 23 de Fevereiro de 1991. Esta data, segundo as regras da União dos Escoteiros do Brasil, marcou a sua efetiva fundação. A primeira promessa escoteira foi a do jovem Carlos Roberto Machado Júnior, que para sempre será lembrado como o escoteiro fundador do G.E. Tuidara. Os diretores do Colégio eram Marise e Vicente Eron Amatuti. A Presidente do Grupo Maria Tereza da Silva Rodrigues e o Chefe de Grupo Walter José Marques Hoenen.

No final desse mesmo ano o Grupo Escoteiro já havia crescido tanto que representava um sério problema logístico para o pequeno espaço a ele destinado no Colégio Albert Einstein.

Então, a pedido da direção do Colégio, o Grupo Escoteiro mudou-se, encontrando abrigo e alento no Asilo Vicentino de Bussocaba, em Setembro de 1991.

Nessa nova sede, com muito espaço livre para as atividades dos jovens e a permanente dedicação dos adultos, o Grupo Escoteiro Tuidara floresceu ainda mais forte, alcançando condições de reformar completamente o pavilhão que ocupava, crescer, e ainda colaborar ativamente em algumas das promoções e eventos sociais do Asilo Vicentino e de outras entidades beneficentes.

Mas, infelizmente, a colaboração prestada ainda era menor do que a esperada e chegou o dia em que o pavilhão, então já completamente reformado, foi solicitado de volta pela Direção do Asilo, alegadamente “para abrigar novos velhinhos”.

Corria o ano de 1994. Foi oferecido, a título de compensação, um novo pavilhão, desta vez em ruínas e bem à porta do Asilo, sob a alegação de que os jovens, quando em suas atividades dentro do Asilo, perturbavam a paz dos velhinhos e que aquele pavilhão era o único que se adequava a tal situação.

Esse novo pavilhão foi paulatinamente recuperado e reformado até apresentar condições plenas de habitação.

Quando esta obra ficou pronta, também despertou o interesse financeiro da direção do Asilo Vicentino, que o requisitou com urgência e sem qualquer tentativa de justificar o injustificável.

Nesse pavilhão passou a operar uma Academia de Capoeira que, como estabelecimento comercial que é, certamente era mais lucrativo ao Asilo do que um Grupo Escoteiro. Saímos, mas deixamos em nossa passagem uma contribuição verdadeira ao bem estar dos velhinhos.

O presidente do Grupo era o Wilson da Silva Biz e o Chefe de Grupo Ricardo José Marques Hoenen.

De volta à estrada, em maio de 1995, o Grupo Escoteiro Tuidara achou rápido e carinhoso abrigo no Colégio Pinheiro Machado, cujo Diretor Sidney Biz sempre sentiu muita afinidade com o movimento. À época, o Diretor Presidente era o Denílson da Silva Leite e o Chefe de Grupo Edson dos Santos Campoy.

Porém o espaço físico era exíguo para a convivência das duas organizações e assim, ainda em Agosto de 1995, o G.E. Tuidara migrava para o Colégio João Batista de Brito, onde plantou raízes por dois felizes e produtivos anos.

Nesta época o Diretor Presidente era Edson dos Santos Campoy e Chefe de Grupo Denílson da Silva Leite. Após esse período uma troca na diretoria do Colégio Brito mudou também sua política e o espaço antes cedido ao G.E. Tuidara foi requisitado, para ser entregue a congregações evangélicas, que pagavam pelo uso do espaço.

Assim, em Novembro de 1997 o G.E. Tuidara estava novamente sem sede e sem área para exercer as suas atividades.

Provisoriamente o Grupo Escoteiro Tuidara foi recebido pelo Padre Donizete na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, do Parque Continental mas, de novo, o espaço disponível era pequeno para as necessidades do Grupo e as instalações de uma igreja inadequadas ao “viço” e à alegria de uma organização destinada a desenvolver a cidadania, o caráter e a saúde dos seus jovens, e também muito barulhentos, membros.

Em pouco tempo outras localidades eram cogitadas e outras organizações sondadas como possíveis co-patrocinadoras, sempre através da cessão, pelo tempo que lhes fosse conveniente, do espaço necessário para que a comunidade Tuidara voltar a florescer e a cumprir sua sagrada missão pela melhoria da Pátria e dos seus cidadãos.

Como não poderia deixar de acontecer, o destino reuniu então duas entidades com muitas afinidades, tanto de objetivos como de necessidades: O pai Walmir dos Santos Benediti entrou em contato com o Dr. Celso Figueiredo Filho, então presidente da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha), e este nos apresentou ao General de Divisão Joélcio de Campos Silveira, então Comandante da 2ª Região Militar do Comando do Sudeste, o qual, após tomar conhecimento de nossa peregrinação em busca de guarida, nos encaminhou ao Ten. Cel. Alcides Eduardo de Lázari, então Comandante do 22º DSUP que, sensibilizado com a situação do G.E. Tuidara houve por bem franquear o uso da excelente infraestrutura do quartel que comandava e ainda mais, decidiu permitir que o G.E. Tuidara constituísse sua sede através de contêineres próprios, assentados dentro do perímetro protegido do quartel.

E assim, em 23 de Maio de 1998, o grupo começou novamente a crescer e a se fortalecer. À época eram Diretor Presidente o Edson Campoy e Chefe de Grupo o Denílson da Silva Leite.

Foram sucedidos nos anos seguintes por Dalissandra Pereira Ferreira como Diretora Presidente e Edson dos Santos Campoy como Chefe de Grupo.

Cabe citar que dentro desse período, no ano de 2001, uma profunda dissensão de uns poucos escotistas com as decisões da maioria do Grupo provou-se irreconciliável, provocando a saída daqueles escotistas, bem como a de muitos membros juvenis que decidiram acompanhá-los. Isto acabou resultando na formação de um novo Grupo Escoteiro, o Órion, 297/SP, a partir daqueles membros dissidentes.

Passada a época de turbulência e divergências, ambos os Grupos se reconheceram como irmãos em seus objetivos primordiais e já efetuaram várias atividades conjuntas desde então.

A partir de 2003 o Diretor Presidente era João Floriano Ribeiro e o Chefe de Grupo era Denílson da Silva Leite.

Passados sete anos felizes e produtivos, em 2005, o próprio quartel, cedendo ao peso da roda do progresso, foi transferido para Barueri, tendo parte de sua antiga área desapropriada para a passagem de uma grande avenida e o restante licitado para venda à grandes incorporadoras do ramo de construção civil.

A partir de novembro de 2005 o G.E. Tuidara principiou a mudança para uma nova sede, desta vez um imóvel alugado, encontrado pela ex-escotista Irene Osório, providencialmente localizado bem ao lado de um terreno vazio do ex-escotista Antônio Carlos Camargo Salgado.

Assim, com esse imóvel na Rua Júlio Silva e mais o terreno ao lado, prontamente ocupado pelos vários contêineres do Grupo, foi possível o Tuidara fincar raízes e florescer novamente. O Diretor Presidente era João Floriano Ribeiro, o Diretor Técnico era Denílson da Silva Leite.

Finalmente o G.E. Tuidara possuía algo com que sempre sonhara, uma sede “própria”, onde era possível facultar a seus membros o uso em qualquer dia e hora. Isto em parte compensava as questões do espaço exíguo, da inadequação da segurança pessoal e patrimonial, e da dificuldade de acesso para veículos grandes, como ônibus e caminhões.

Nessa sede foram afinal desenvolvidas atividades nunca antes permitidas, como assistir em comunidade a Copa do Mundo de 2006, curso de violão e canto, encontros e debates variados, investiduras, acampamentos simulados, festas públicas e até festas particulares por solicitação. Muito mais havia para se fazer, como cursos profissionalizantes, de reforço escolar, de habilidades manuais e de artesanatos, porém a tão benfazeja autonomia vinha a um alto custo financeiro para as disponibilidades do caixa do Grupo.

Um custo demasiado alto para viabilizar quaisquer outras iniciativas além da mera e parca sobrevivência.

Assim foi que, num momento de rara oportunidade, em 2008, quando o Sr. João Carlos Costa de Mello, diretor do CSSIIEX, Clube dos Subtenentes e Sargentos do II Exército, conversando com Denílson da Silva Leite e posteriormente João Floriano Ribeiro, ofereceu a chance do G.E. Tuidara ocupar uma área livre em sua sede, absolutamente sem custos inicialmente e com promessas de grande autonomia de acesso.

Os dirigentes do Grupo não hesitaram em aceitar o desafio e transferirem-se de mala e cuia para o novo local, posteriormente acertando um valor insignificante de locação do espaço reservado ao Grupo, permitindo legalmente o uso das instalações do Clube.

O Diretor Presidente, a partir de 2009, era o Paulo José Marques Hoenen e o Diretor Técnico era o Ricardo Rodrigues.

Essa situação de convívio pacífico perdurou até o início de 2014, quando, a diretoria do clube, em uma demonstração de insatisfação com nossa permanência, passou a dificultar nosso acesso, a alugar o espaço para eventos, inviabilizando as atividades e até mesmo a utilizar o espaço para depósito de entulho, trazendo riscos de acidentes para os integrantes do Grupo, até que, no final de 2014 a diretoria do clube nos solicitou que desocupássemos a área.

Então, de volta à luta, conseguimos, por intermediação da escotista Norma Caldeira, que o Sr. Gilmar, presidente do Clube Delta e do Clube de Motociclistas Abutres, nos recebesse nas instalações do Delta, na rua Rio Piracicaba nº 33 – bairro IAPI, em terreno pertencente ao Exército, contíguo ao clube, que o utilizava na condição de locatário.

A mudança foi efetuada no dia 08 de dezembro de 2014 e ao início de 2015 os jovens já puderam participar de suas atividades em sede nova. A partir deste ano o  Diretor Presidente passa a ser Ricardo Rodrigues e Diretor de Escotismo Flávio de Souza.

Porém, ao instalarmos nossos containeres na área indicada pelo Clube Delta, tivemos nosso trabalhos impedidos pelo Cel. John Davis, comandante do 2º Batalhão da Polícia do Exército, alegando que aquele ato configurava-se uma sublocação, o que não era permitido pelos termos do contrato firmado com o clube.

Dessa forma, reposicionamos nossos containeres em um espaço exíguo de propriedade do clube, o que inviabilizava nossas atividades, pois havia conflito com as atividades esportivas realizadas pelos associados do clube.

Então, através do contato do Cel. Sacomani, lotado no Estado Maior das Forças Armadas, e amigo do escotista Denilson Leite, foi intermediada uma reunião com o Cel. Davis, ocasião em que expusemos nossa situação e esclarecemos que nossa pretendida ocupação da área referida foi um ato de boa fé de nossa parte, pois desconhecíamos os termos do acordo do Exército com o clube.

Após explicarmos a finalidade do escotismo, nossas ações escoteiras com os jovens participantes e com a comunidade, a boa convivência que tivemos por 7 anos dentro do quartel do 22º DSUP e a situação precária em que nos encontrávamos nas dependências do clube, o Cel. Davis ofereceu-nos a área interna do 2º Batalhão da PE para que pudéssemos dar continuidade às atividades escoteiras.

Assim, após análise da diretoria sobre os prós e os contras de nossa ida novamente para uma área interna de uma unidade do Exército, fizemos, no dia 28 de março de 2015 a mudança para a área que nos foi destinada dentro do quartel do 2° Batalhão da PE, a qual esperamos que seja a última em caráter transitório, tal é o desejo de construirmos nossa sede própria e definitiva.

Com esta atitude, esperamos a paz de convívio para o profícuo crescimento do G.E. Tuidara na quantidade de membros e na qualidade de suas ações.

No período em que ficamos no CCSIIEX, o Grupo conseguiu consolidar sua missão de contribuir para formação de jovens em adultos tidos como líderes, ativos e participantes em suas comunidades. As ações sociais cresceram e chamaram a atenção da Prefeitura de Osasco na pessoa do vereador Rogério Lins, o qual, sempre à frente de vários projetos de inclusão social no município de Osasco, se comprometeu a nos ajudar na busca de uma área em que pudéssemos assentar nossa sede e, através de seus esforços, conseguimos a cessão de uma área no Jd. D’Abril, cuja cerimônia de entrega se deu no dia 21 de abril de 2012, em ato público promovido pelo prefeito Emídio de Souza, que contou com a presença da imprensa, de outros Grupos Escoteiros e de várias autoridades do município, entre as quais o deputado João Paulo Cunha e o Sr. Jorge Lapas, então Secretário de Obras.

Então se produziu um projeto da nova sede muito bem elaborado pela ex-integrante escoteira e guia e, agora, arquiteta Meriellen Nuvolari. Porém, ao darmos entrada no projeto para fechamento da área e início dos trabalhos de construção, em setembro de 2013, deparamos com um entrave legal que impediu o andamento do projeto: a lei de zoneamento e afetação da malha viária não permitiam construções no local e, para que houvesse a alteração na lei de zoneamento, seria necessária uma lei aprovada pela Câmara.

Assim, após várias solicitações feitas por nós, com grande participação da Dirigente Tania Robles Petry, e pelo vereador Rogerio Lins, o atual prefeito Jorge Lapas enviou o esperado projeto à Câmara, que foi aprovado em outubro de 2014.

Com o fim do impedimento legal para ocupação da área, protocolamos, no dia 20 de fevereiro de 2015 uma carta ao prefeito, solicitando novo prazo para a tão almejada construção.

Finalmente, em reunião ocorrida na Prefeitura de Osasco, com dirigentes e pais do Grupo Escoteiro Tuidara, e a presença do vereador Rogerio Lins, o prefeito Jorge Lapas assinou o Decreto nº 11.108, de 14-05-2015, publicado na Imprensa Oficial do Município de Osasco – Edição nº 1139 de 15-05-2015, concedendo-nos mais um prazo de 2 anos a contar de 15-05-15 (data em que foi publicado e entrou em vigor o decreto), para início das obras.

Pois, como as incansáveis formigas que vemos à nossa volta, os membros do Grupo Escoteiro Tuidara insistem, e insistirão sempre, em manter uma fé inabalável no futuro, na bondade e na justiça inatas ao ser humano, virtudes estas que ainda vicejam dentro do coração de cada um de nós, e que lá sempre sobrevivem por maiores que sejam as dificuldades enfrentadas.

Tal é a coragem que nos ensinou o criador do Movimento Escoteiro, Lorde Baden-Powell of Gilwell, ao colocar como Lei Oitava que “o escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades” e ainda como Lei Primeira que “o escoteiro tem uma só palavra e sua honra vale mais que sua própria vida”.

Assim é que todos honramos o nosso compromisso e a nossa promessa, buscando de forma incansável e perene, a tão almejada estabilidade que nos permitirá usar todas as ferramentas que o escotismo nos oferece e, com elas marcar de forma indelével, a presença nos corações e nas mentes de muitas gerações de pequenos “futuros cidadãos”, que sabemos serão formadores e integrantes da comunidade produtiva e atuante do nosso grande Brasil.

Pois menos que isto, destes nossos jovens, não se espera!